Segunda-feira, Maio 23, 2011
quase impossível.
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Bons pensamentos*
Sábado, Abril 23, 2011
Quarta-feira, Dezembro 15, 2010
Quinta-feira, Janeiro 21, 2010
amar-te.
janeiro é uma dor nas horas. um abraço gelado feito de ossos. frio. e tu. tão dentro de mim que me dói(s). janeiro é não ser tu. é uma chuva mansinha que magoa a alma. é uma vontade imensa de te abraçar e os braços vazios. e tu. longe e dentro de mim. janeiro é uma cidade deserta. e tu. para sempre dentro de mim. por trás dos meus olhos doentes. janeiro é um sem fim de lágrimas. inevitáveis como esta chuva que me cega os passos. janeiro é um livro de histórias e sépia nas mãos. e sonho-te. como o sol. como um beijo. como um gesto. uma ternura. janeiro é uma insónia. a cama vazia. a casa vazia. os ecos do teu riso e das minhas lágrimas. como num tempo só. janeiro é ansiar(-te) calor. é adormecer e querer(-te) sonhar. janeiro és tu meu amor. em todos os tempos. amar-te."
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Bons pensamentos*
Sábado, Maio 23, 2009
Deixa-me amar-te
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Na calmaria do teu coracao que me acolhe
E de onde se desprendem meus sonhos
Em voos etereos de plena liberdade
Deixa-me amar-te em minha solidao
Ainda que meus labirintos te confundam
E que teus fios generosos de compreensao
Emaranhem-se no tapete dos meus enigmas
Deixa-me amar-te sem qualquer explicacao
Na ternura das tuas maos que me sorriem
Escrevendo desejos em versos despidos
Na minha alva tez que te cobre e descobre
Deixa-me amar-te em meus segredos
Para que desvendes o que tambem desconheco
A alma dos meus abismos, onde anoiteco
E meus olhos adormecem embalados pelo misterio
Deixa-me amar-te em tuas demoras, longas horas
Em que meu corpo se veste de ceu a tua espera
E minhas maos em frenesi acendem estrelas
Para alumiar-te, ainda que ausente
Fernanda Guimarães
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Obrigada a todos pelas palavras de carinho.
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009
estás em tudo o que existe
.
.
trago-te nos dias
em que
não estás
a desejar
...baixinho...
que estivesses
estás
nas minhas horas
que e
........s
..........p
............e
..............r .....a
.........................m
................... .............por ti
nas noites de
insonia cegas e
...............................sozinhas
no tempo que
tece o meu
olhar
abro a mao
procuro um resto
de ti
.estás em tudo o existe.
a chuva não para
e sinto sempre a tua falta
um constante retorno
como as marés
talvez nunca pare e
a solidão
seja para sempre
também
e ainda a........................................ distância
que a vida desenhou
com as mesmas mãos
que nos acariciam
o SorrisO
vejo
beijo
beijo-te
e beijo o eco do meu beijo
que é teu
...e_terna_mente...
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Bons Pensamentos*
Domingo, Janeiro 11, 2009
Que diremos ainda?
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sobre dunas e barcos,
e cada um de nós se volta e fixa
os olhos um no outro,
e como deles devagar escorre
a última luz sobre as areias.
Que diremos ainda? Serão palavras,
isto que aflora aos lábios?
Palavras? este rumor tão leve
que ouvimos o dia desprender-se?
Palavras, ou luz ainda?"
Quinta-feira, Dezembro 25, 2008
Mais um ano
Sofia
Bons Pensamentos & Bom Ano Novo.
Terça-feira, Novembro 11, 2008
todos os amores são impossíveis
Segunda-feira, Novembro 10, 2008
Dardos.

"reconhecem[-se] os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc, que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."
1- Exibir a distinta imagem
2- Linkar o blogue pelo qual recebeu o prémio
3- Escolher quinze (15) outros blogues a que entregar o "Prémio Dardos".
Aqui vão alguns dos blogs que admiro:
...magia, palavras e outras coisas...
A Imitação dos Dias
bluesY
Confissões de uma Mulher de 30
dias que correm
Extensa Madrugada, Mãos Vazias
Fala comigo...
Letrasoltas
Luar
Lugares e Luares meus
Marulhos
Piano
plan(o)alto
Trilho
UMA LENDA PERDIDA
vomitando imagens
Segunda-feira, Outubro 13, 2008
guarda-me
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guarda-me
adormecida para sempre no teu peito
ou deixa-me voar uma vez mais sobre
esta terra de ninguém onde morro
por qualquer coisa que me fale de ti
há noites assim em que o silêncio
se transforma ao de leve numa lâmina
que minuciosamente rasga o linho
onde ficou esquecido o corpo que habitámos
em provisórias madrugadas felizes
depois é só abrir os braços e acreditar
que ainda faltam muitas horas para a partida
e que à-toa pelos corredores ainda escorre
uma razão primeira a trazer-me de volta
e eu adormecida para sempre
no teu peito
e eu acorrentada para sempre
no teu peito
e de novo entre nós aquele choro de quem
não teve tempo de preparar a despedida
com as palavras certas
porque as palavras certas estavam todas
em histórias erradas
que outros escreveram em lugares nublados
que nem vale a pena tentar recompor
muito ao longe uma voz desgarrada
estabelece o fim do verão
e eu adormecida para sempre
no teu peito
e eu acorrentada para sempre
no teu peito
Alice Vieira
Domingo, Setembro 21, 2008
Sabemos a verdade
Escrevo-me com o peso dos anos sobre a caneta. E a tinta invariavelmente azul tinge ausências que movem estes passos incertos no papel. Tempo. Tempo. Tempo. Tanto tempo meu amor. Dentro de mim. As carícias turvas dos séculos. O ferro e o sangue das sepulturas de mim que a vida abriu e esqueceu sob céus plúmbeos e frios. A chuva dos dias que nos restam como um manto das nossas mãos. Escondidos nos caracóis irregulares do teu cabelo os relâmpagos belos da nossa paixão. O teu corpo. Quente. Puro. Meu. Corpos. Magia maior. Um. Um punhado de sol a prometer rumos de paz que aprendi devagarinho na geografia da tua alma.
Escrevo-te com o azul de uma noite nossa. Agora que os sonhos dormem a solidão só se exorciza no teu abraço. E no azul breve dos teus olhos amanhecem todos os outonos que nascem dos meus. E quase que mergulho nessa luz líquida e delicada. Mas fico aqui e o mundo acaba na ponta dos meus dedos. Sorrio-te e espero-te numa curva de silêncio de olhos fechados à espera do sussurro da tua voz. Sabemos a verdade. Amo-te.
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Bons Pensamentos*
Segunda-feira, Julho 28, 2008
"e os olhos que me trazem todas as certezas do mundo"
pedro+moreira.jpg)
o fogo de que eu precisava – mesmo que esse fogo ardesse
no lume brando da imaginação. As árvores, os pássaros,
os rios, eram imagens que não passavam da literatura,
como se fossem apenas as árvores do poema, os
pássaros de um canto melancólico, os rios por onde
corre o tempo da filosofia. Agora, ao lembrar me
de tudo isso, enquanto bebo devagar este copo de
solidão, não reconheço o cenário: como se um vento
tivesse varrido as árvores, um outono tivesse expulso
os pássaros, um inverno tivesse desviado os rios. O
que vejo, neste espaço em que entro pela porta que
me abriste, é mais simples do que tudo isso: tu, com
o rosto apoiado nas mãos, e os olhos que me trazem
todas as certezas do mundo. Guardo comigo, então,
a tua imagem. Vivo cada instante que me deixaste. E
no tempo que nos separa voltam a crescer árvores,
cantam outros pássaros, correm os rios do amor.
Nuno Júdice
Terça-feira, Junho 10, 2008
...
Porque há músicas que são como albuns de fotografias em tons de sépia-sonho-d'ontem.
Bons pensamentos*
Sexta-feira, Junho 06, 2008
"Mas é eterno em nós"

Calmo quando queremos
Domingo, Maio 18, 2008
voo des_feito
para que servem as asas de uma andorinha quando não
será que já esgotei a primavera do meu tempo?
Terça-feira, Maio 13, 2008
"leva-me em ti"

Quarta-feira, Maio 07, 2008
"e eu sou as linhas"
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Bons Pensamentos*
Quinta-feira, Abril 10, 2008
De mão dada
"O tempo, infinito tempo, em que te abracei. O tempo das memórias. O tempo da tua voz. O tempo, inacessível tempo, dos nossos beijos. Inatingível tempo do Nós. O tempo das memórias fingidamente esquecidas do futuro tempo sonhado. O tempo das lágrimas, queridas lágrimas. O tempo da incerteza. O tempo do carinho. O tempo do nada e da tristeza, na tua ausência. Este tempo em que te digo: - Fala-me, não pares de falar. Ouvindo-te tenho a certeza de que sou real, e de que também tu és, fora de mim, real."
Frase retirada de “Lembranças” – Manuel António Pina
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Sentei-me. A tua presença. A minha arrogância frágil a ser arma de arremesso dos meus medos. O teu sorriso envergonhado cheio de dúvidas, de quem descobre, pela primeira vez. O sol a desenhar traços de Outono e anos sobre os nossos passos. Novo Outono. O meu descanso no teu riso. O anoitecer suave do tempo que te dei. O teu sorriso que levei na mão. O tempo a abraçar-nos. Um abraço profundo. Feito de nós. Novos tempos. Novos céus. Novos voos. Vejo as tuas asas fortes e belas. Sorrio por ti. Um sorriso para ti. E estás sempre comigo. Num abraço profundo. Num presente do passado. E no meu coração. O teu espaço. Claro e quente.
Às vezes acho que o coração é feito de pedaços de gente. Gente que deixou ecos do que fomos quando éramos... Quando existíamos nos seus olhos. Somos pedaços de mundos. Aqui. E não fugimos de nós. Porque somos o que resta, meu amor. De mão dada. De pés assentes no passado. De mão dada. A tentar olhar o futuro. De mão dada. Sentido. Uma promessa de dedos entrelaçados. Lembras-te meu amor?
Bons Pensamentos*
Fotografia: Degraus em dia de chuva. Açores. Janeiro, 2008.
Sexta-feira, Março 14, 2008
Aqui meu amor.
Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
hoje tenho o teu rosto dentro de mim
o teu rosto à minha espera. o teu rosto
a sorrir para os meus olhos. existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras. vês-me
sorrir. brisas incendeiam o mundo.
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos.
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas.
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
José Luís Peixoto in A criança em ruínas
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Tenho saudades...
________________de encontrar o teu corpo
_______________________________________...nú...
________________________________________________...na minha pele...
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
Estou aqui.
Sexta-feira, Janeiro 25, 2008
É de mar a distância
Bons Pensamentos*
Fotografia: Janeiro, 2008, costa de Ponta Delgada - Açores.
Segunda-feira, Dezembro 31, 2007
carregados de céu
...Os teus olhos em tons de Outono... Os meus carregados de céu....
Um novo ano cheio de bons Pensamentos*
Sofia.
Quinta-feira, Dezembro 27, 2007
Só os teus olhos
Só os teus olhos poderiam ser o embalo dos meus desencantos. Mas se vejo espelhados nos meus a tristeza dos teus, como somar mais dor à tua dor? O piano das minhas mãos vazias. O ar dos teus cabelos na memória de um silêncio cansado. A tristeza a conquistar espaço ao céu como as ondas das marés empurradas pela lua. O tempo a roubar-nos restos de noites feitos espuma num areal nocturno. A desaparecer por entre as nossas mãos fechadas. A minha cabeça pousada no teu colo de sonhos e contornos de cais e âncoras. A tua ausência a escurecer de sombras o chão dos meus passos. O céu. A lua que um dia vi na beleza prateada da tua pele. O frio a ser lâmina do meu olhar que procura o que já não achava que fosse encontrar. Será que ouves o meu grito silenciado? Uma voz na noite a sussurrar o teu nome? Um fio de voz a denunciar-me o vazio? “Meu amor…Meu amor… Meu amor…”
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Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
as tuas palavras
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Bons Pensamentos*
Sexta-feira, Novembro 23, 2007
Tu. Aqui.
Atravessei o rio.
O sol molhado na ponte.
O rio.
A luz.
Um cheiro distante a mar.
E a ponte, vazia de nós, ficou.
Erguida e vazia, sobre o rio das nossas mãos dadas.
Domingo, Outubro 21, 2007
Queria olhar-te e dizer-te que a felicidade existe

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Continuo a ter passos de mar. O tempo passa pelos meus passos no chão e ainda encontra as pegadas na areia da praia que refugia a dor que levo nas mãos, como quando era menina e queria levar o mar para casa. Nos olhos cegos de azul desce uma paz a abraçar-me o caminho, como um abraço teu, polvilhado de maresia. O mar, que nos viu regressar, acarinha-me sempre numa serenidade sem nome, calma e triste, como estas ondas mansas de sal e restos de noite. O piano que não consigo tocar ouve-se arrastado pelo vento numa melodia angustiante e dorida. Teclas feitas de lágrimas, salgadas como o mar. O mar aqui aos meus pés. O piano erguido em silêncio esquecido nas pautas que riscam o horizonte. Já não corro com os pés leves e o riso despreocupado a ecoar no mar que sempre amei. Caminho como se os meus passos fossem contados, cada onda feita num metro de trilho, areia e solidão.
Vou à praia também. Sempre fui, ainda antes de te conhecer, criança do mar. Fujo do mundo e escondo o rosto nas mãos de frio e aromas de maresia. Choro e quero-me esquecida e pequenina, uma herdeira sem herança, do mar que sempre amei. Nas mãos fechadas o cansaço rende-se à solenidade deste horizonte. O que teci desfaz-se como a espuma do mar feita de vento e sal, e restos de lua a puxar uma onda. Na união de elementos que me rodeiam quase que sinto a doçura dos teus gestos e a ternura do teu carinho. Esperei-te sem saber que um dia te ia ver os olhos. O mar azul evoca a criança que já não me descansa no colo. Desde o dia em que deixei os meus olhos entrarem nos teus vi as lágrimas que escondias do mundo, nos ecos do oceano, pai do teu olhar. Queria olhar-te e dizer-te que a felicidade existe. Mas nas nossas mãos unidas numa paz serena, ambos sabíamos a mentira dos nossos sonhos. E acreditava. E acreditavas, só para veres o sorriso dos meus olhos, quando te dizia que íamos ser felizes um dia. Sem crer na felicidade amei-te sempre acreditando em ti. E neste antagonismo abracei-te a alma recolhida e abrigada na minha, tão frágil como um desenho no areal dos nossos passos.
A paz não existe. Mas amei-te e beijei a paz das nossas mãos. A felicidade não existe. Mas sou tão feliz dentro do teu sorriso. Deus não existe, mas foi nas tuas palavras em surdina, que me li divina nos teus gestos. Foi no amor que descobri os recantos da paz e as coordenadas da felicidade. Guardei-te dentro do amor que nasceu só por ti, sempre. Mesmo quando as nossas lágrimas se encontravam na mesma praia, longe de nós. Mas pertenço-te, como a este mar que se debruça nos meus olhos. E amo-te. Amo-te. Na paz que canta dos teus olhos, quando os meus gestos desenham, sob os nossos pés, a verdade inequívoca dos meus passos. E da areia faço tela e pinto com os dedos: Amo-te. Este amo-te que ecoava no mar antes de te conhecer. Na felicidade do nosso riso que enche de música a voz do mar à nossa volta. No amor que me repousa os cansaços dentro do teu regaço. Num amar. Neste a_mar. "E o piano… o piano… numa maresia de notas quase tão belas como a paz do teu abraço."
Fotografia: Agosto, 2007, Praia da Vagueira, Aveiro.
Terça-feira, Outubro 09, 2007
.piano das tuas mãos.
E o piano que eu nunca soube tocar repousa,
...
Bons Pensamentos*
Domingo, Setembro 30, 2007
o amor nos nossos olhos
José Luís Peixoto in Uma Casa na Escuridão
...porque o meu amor por ti, são todos os amores que existem...
Segunda-feira, Setembro 17, 2007
a noite no sangue
A noite espraia-se como uma mancha no ar e abraça tudo.
A noite fica-nos no sangue.
No sangue que se perde nos labirintos que és, enquanto de olhos abertos, cega pelo céu que a noite te roubou, esperas que o sono te tire a dor de pensar.
A insónia espraia-se, a noite alarga-se, o sangue espalha-se por (dentro de) nós.
A dor palpita-nos suave e cruamente vigorosa, o sangue dói-te o olhar, e o cansaço pede-te o embalo do fim.
Fechas os olhos e por detrás das pálpebras fechadas encenas-te como se nascesses de novo.
Da tua morte só as lágrimas que sentes serem tuas sabem.
Choram-te, mesmo que ainda não possas morrer. Choram-te o que já morreste, o que ainda não viveste - a noite abraça-te -, choram-te como se a dor fosse música de embalar - a noite embala-te -, choram-te a vida que te morre - a noite mata-te. Dormes.
in Hypnos
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Bons Pensamentos*
Domingo, Setembro 09, 2007
deste-me a tua mão
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Atravessei contigo a minuciosa tarde
deste-me a tua mão, a vida parecia
difícil de estabelecer
acima do muro alto
folhas tremiam
ao invisível peso mais forte.
Podia morrer por uma só dessas coisas
que trazemos sem que possam ser ditas:
astros cruzam-se numa velocidade que apavora
inamovíveis glaciares por fim se deslocam
e na única forma que tem de acompanhar-te
o meu coração bate.
José Tolentino de Mendonça
Segunda-feira, Setembro 03, 2007
a nossa e_terni_dade
Parti, um dia perdido nos dias, e levei-te pela mão. Pela mão percorremos trilhos em que o céu se perdia nos desenhos de luz, fora de nós. Fora de nós, fiz-te passear o mundo que aprendi a re(vi)ver na memória terna da tua beleza azul. Azul o céu por cima dos nossos passos, que embala a paz por que tanto choramos, quando a angústia nos abraça a solidão. A solidão que dissipas numa dança de névoas de luz concretizadas num abraço intenso, como se o meu corpo fosse feito de traços desenhados cuidadosamente por um lápis teu, feito de corpo e carinho. Carinho que te faz sorrir enquanto me olhas num sorriso, onde me perco na ternura que respiro, em que os teus lábios se desenham. Desenham-se visões que te mostro, que ainda não conhecias na tela azul do teu olhar. Olhar(-te) e mergulhar em ti como uma gaivota mergulha neste mar onde rodopiamos numa tontura de riso e dança. Dança em com_passos de paz e rodopios longe do mundo que nos viu nascer sozinhos e onde primeiro te senti, olhar estendido num doce abraço. Abraço e fecho os olhos perdida nos teus (a)braços, na nossa e_terni_dade, nesses olhos de mar e céu, em que despreocupadamente mergulhei. Mergulhei num mar que se abria aos nossos horizontes serenos e que te apresentei, desconhecido, que há muito que já conhecia o calor do meu corpo ainda antes de ser conhecido por ti. Por ti atravesso escadas e trilhos para descobrir(mos) encantos ocultos em cada toque. Em cada toque o (re)descobrir do teu corpo que acarinho numa dança de luz. Numa dança de luz em que te sorrio, e num es_passo suave em tons de piano, em que te guardo, te acarinho, te amo.
Parti, parti(mos), parti(ste). Parti de ti e levo-te pela mão. Sempre.
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Bons Pensamentos*
Quinta-feira, Agosto 23, 2007
és a perfumada distância do mundo
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Esta é a rosa dos teus vales.
O silêncio dos olhos está no silêncio das rosas.
Tu estás no meio,
entre a dor e o espanto da treva.
Arrancas-te ao mundo e és a perfumada
distância do mundo.
Chego sem saber, à beira dos séculos.
Despenho-me nos teus lagos quando para ti
canta o cisne mais triste.
O pólen esvoaça no meu peito, junto às tuas
nuvens.
Esta é a canção do teu amor.
Esta é a voz onde vive a tua canção.
As tuas lágrimas passam pela minha terra
a caminho do mar.
poema de José Agostinho Baptista
(Fotografia: Abril, 2007, Foz do Douro)
Sábado, Agosto 18, 2007
A_mar-te
"A_mar-te: a mergulhar nesse azul, pontilhado de dourados que enchem de luz o meu horizonte. Olhar-te: espelho de ternura, e fixar-te o olhar como se beijasse esse céu azul e poente. Sorrio, e sorris em resposta, e o brilho dos teus olhos abraça os meus, numa carícia que não se toca. Os olhos da alma não reconhecem limites, e ao amar-te o olhar, acaricio-te os contornos da alma que despontam da tua íris oceânica. Amar-te… Os teus olhos, o meu caminho…"
in Amar-te
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Bons Pensamentos*
Quinta-feira, Agosto 02, 2007
Quero-te para além das coisas justas
Quero-te para além das coisas justas
e dos dias cheios de grandezas.
A dor não tem significado quando ma roubam as árvores
as ágatas, as águas.
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas, as vírgulas
dos beijos? Discuto esta noite
apenas o pudor de preferir-te
entre as coisas vivas.
Joaquim Pessoa in À Mesa do Amor
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"Quero-te para além das coisas justas." Quero-te para além do que se pode conhecer, para além do mundo, para além do céu, do mar, do chão, que me alimenta quando me leva a ti. Quero-te para além dos dias, num murmúrio de noites aconchegadas no teu peito. quero-te para além das noites, numa brisa de manhãs espraiadas num beijo solar, num encontro fortuito com os teus lábios. A dor acalma-se e amansa-se sob a ternura das tuas mãos e a luz da tua paz que me abraça embalando-me o cansaço. Mesmo por detrás dos meus olhos fechados é a tua luz, o meu sol, a minha lua, que respiro com o outono trasmutado em primavera, dos traços iluminados da tua pele, numa girândola de luz em que rodopio. Canto baixinho e sinto a tua carícia na minha voz que te canta, e nas notas que ouço sairem de mim para ti. Canto-te como se não houvesse mais nada e, nessa noite cheia de luz, suspensa na beleza serena da tua presença e no som do (en)canto da minha voz, saio do mundo para ti, por nós. "Discuto esta noite apenas o pudor de preferir-te entre as coisas vivas. "
Bons Pensamentos*
Fotografia: Julho, 2007, Vila Nova de Gaia (vista sobre a Ribeira do Porto)
Segunda-feira, Julho 09, 2007
Não sabia que podia(s) ser tanta luz
Tentei escrever-te
num poema,
mas a tua luz
cegou as
palavras.
Escrevo:
"amor" e é
luz que me
embala;
escrevo: "Tu"
e a tua
memória em mim -
traços de ti -
embala-me numa
girândola de luz,
em que rodopio
como uma criança:
serena,
sem mundo,
em Ti,
nas asas da
tua luz.
Não estás, mas
a tua presença
deixou rastros e
ecos de luz
que (me) iluminam.
Não sabia que
podia(s) ser
tanta luz…
Adormeço na
tua manhã, agora
que mataste
a noite e a morte
do céu, no teu
olhar-mar-de-luz.
Mea lux.
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Bons Pensamentos*
Sexta-feira, Junho 29, 2007
Não pode haver nos olhos outra cor
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Não pode haver nos olhos outra cor que
esta camuflada cor dos dias nunca uns
olhos suportam outra água que não
seja de um rio que se esgota outra
boca nascente não pode haver e assim
se prova um nome um sabor melancolia
não pode em caso algum surgir a
dúvida a dúvida acarreta o sofrimento
alonga a noite ataca a vida e tudo
tão escusado tanto excesso ao menos
que dos olhos se retirem as mãos
supostas súbitas muralhas contra a
cor nascida com o dia tão excessiva
a cor a dor esta melancolia que se
agacha no fundo de um olhar não
pode haver nos olhos outra venda ou
seu disfarce ou magro fingimento agora
que sabemos onde pomos este corpo de
outono consentido e destinado ao vento.
Nuno de Figueiredo
A Única Estação
Domingo, Junho 17, 2007
caio em mim
“toco notas soltas de um piano que não há. que nem sei tocar. e, no entanto, a música dói-me por entre os dedos, e paira à minha volta, num silêncio marítimo incompleto sem mar.
saio de mim e mergulho no que sou. cada vez mais fundo. e mais. e mais.
e o piano desvanece-se entre os meus dedos vazios. dói-me no peito uma dor familiar, aguda e calma. um vazio que já não sei curar, apenas não lembrar. tudo o que fui-senti cai comigo. nesta queda livre em que o chão, que sou eu, se perdeu. como o piano em que eu (não) tocava. caio em mim. dentro de mim. de mim. de mim. caio em mim, meu amor. e nenhuma queda é mais funda do que esta.
nos dedos ainda com sabor a piano, dormentes de vazio, repousa a memória dos teus dias. amo-te em queda livre. e, no fim, quando piano, queda e dor, me abandonam, exausta e exangue, és sempre tu que ficas. a tua existência em mim segura-me. e o fantasma do piano embala-te em melodia e adormecemos, sem forças, de mão dada.”
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Bons Pensamentos*
Segunda-feira, Junho 04, 2007
Havia mais que céu no céu do teu sorriso

Era a primeira vez que nus os nossos corpos
Apesar da penumbra á vontade se olhavam
Surpresos de saber que tinham tantos olhos
Que podiam ser luz de tantos candelabros
Era a primeira vez cerrados os estores
Só o rumor do mar permanecera em casa
E sabias a sal, e cheiravas a limos
Que tivessem ouvido o canto das cigarras
Havia mais que céu no céu do teu sorriso
Madrugada de tudo em tudo que sonhavas
Em teus braços tocar era tocar os ramos
Que estremecem ao sol desde que o mundo é mundo
David Mourão Ferreira
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Um poema que me deixa sem palavras... "Surpresos de saber que tinham tantos olhos Que podiam ser luz de tantos candelabros "... Um hino, um poema perdido em céus que se desenhavam belos, puros e mágicos. Um Poema que me deixa sem palavras... Mas com Bons Pensamentos...
Fotografia: Bico do Cabedelo (Vila Nova de Gaia)
Domingo, Maio 27, 2007
todo o meu corpo te diz...
No teu corpo edifica-se um santuário, onde as orações que não sei pronunciar se perdem nos contornos da tua pele. Santuário onde descanso. Com os lábios e as mãos, com os olhos e os gestos, com a minha pele na tua, todo o meu corpo te diz sem palavras, a única oração que a minha alma sabe rezar: nunca te quero perder.
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Bons Pensamentos*
Sábado, Maio 19, 2007
o resto é saber o alfabeto de cor

apetece por vezes com os dias morrer por um pequeno
instante e deixar os fogos soltos na areia . acrescentar
água à face e perturbar os sentidos em busca da única
luz ou então sentir os movimentos e escrever a uma
amiga. dizer assim como quem fala: que espécie rara
de deus é o teu? a vida é ficar abraçado às dunas
apenas se há dois braços de areia por quem sonhar.
vir então aos poucos contando os mastros do verão
cumprindo o desejo das cartas de mar e assim mesmo
confundir todos os relógios da rota apenas para ter
mais tempo para ficar. o resto é saber o alfabeto de
cor até ao fim para que as palavras vão nascendo
devagar até ser sonho no sono dos dias ou ser sono
dentro de mim
João Luís Barreto Guimarães
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Apetece por vezes morrer por momentos e suspensos de nós repousar a vida que embalamos nos braços, a criança que nos depuseram no regaço quando nascemos. a que sei que existe nos teus braços, e os teus olhos abraçam com tanto amor como tristeza. "que espécie rara de deus é o teu?" - pergunto-te baixinho e tu sorris, simplesmente, como se a minha dúvida fosse transparente.
a vida é no aconchego dos teus braços e na réstia de sonho que morre no sol que se põe no teu cabelo. é levantar os olhos e não te ver e saber as estrelas - tão tuas - como mapa e bússola, e as cartas de marear que trouxemos da mesa triste sem a vida que repousava naquele papel. é saber o caminho e ignorar a estrada para ganhar mais vida no tempo que morre todos os dias sem nós."o resto é saber o alfabeto de cor" para que as palavras esqueçam o peso da sombra, dancem nas ondas do mar, e se transmutem na luz que morre e renasce como os dias dentro de mim.
Obrigada a todos pelas visitas que o contador diz ter ultrapassado as cinco mil.
Como diz o anúncio "Há coisas fantásticas não há?"
Quinta-feira, Maio 10, 2007
Agarra-me o coração
"Meu amor, mata o mundo para que eu sobreviva, morre da vida, e dá-me a mão. A morte, o fim, está lá fora. Fantasmas do mundo que nos morre. Mata ou ressuscita. Guarda-me na mão. Derrama o teu azul no abraço do nosso olhar. Agarra-me o coração com as mãos. Segura-me a alma com a tua. Mata ou ressuscita. Fica."
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Bons Pensamentos.
Terça-feira, Maio 08, 2007
Blogs que fazem pensar

Brincos de Palavras: uma paragem obrigatória onde a poesia rodopia, gira e avança, como na Pedra Filosofal.
Piano: um blog onde os pensamentos fluem, como as mãos num piano, e se edificam em harmonias únicas.
Instantes de um Louco: os instantes roubados ao tempo. Músicas e palavras que fazem perder o pensamento por instantes e nos fazem voltar em busca de novos instantes.
...magia, palavras e outras coisas... porque há textos mágicos, que sem dúvida fazem pensar, e nos levam por mundos nossos.
Marulhos: as marés dos sentimentos, dos pensamentos, da escrita.
Domingo, Abril 29, 2007
Não haverá vida
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In MORRESTE-ME José Luís Peixoto
Segunda-feira, Abril 23, 2007
Até à próxima morte de mim
"Conto-me nas sístoles arrítmicas que me definem o pulso, num im_pulso de sangue. 1... 2... 3...
Quantas vezes já bateu o coração? Neste ritmo a_rrítmico, ininterrupto, bate, sem saber que o seu fim último é parar e requiescat in pace, intoxicado de vida. Como tudo o que espera o seu fim, excepto o que é infinito e não conhece nem limites, nem margens que o definam. E no silêncio da noite, quando o vazio é maior do que eu, canso-me de ouvir estas pancadas surdas, aceleradas por um qualquer medo que o inconsciente ornamentou de trevas, estrangulamento e pesadelo.
Mil mortes de mim não me matam o coração. Como um estranho parto, renasço da noite, do vazio, da escuridão, coberta pelo sangue que me matou; como num parto, sem ter pedido para nascer; e parto novamente para a vida.
Até à próxima morte de mim, num tempo medido nas sístoles e diástoles, e no vermelho quente do sangue que é nosso. Até à próxima morte, que tarda demais nos dias em que é o coração o único com_passo de mim. Conto-me nas sístoles em contagem decrescente. Tarda-me o fim da contagem. Sat est."
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Quando todos parecem SER antes de mim... Num dia perdido nos dias, num céu que se cansou de sonhar, na paz que se perdeu sem se encontrar, num Moriente Die como já escrevi também...
Bons Pensamentos*
Segunda-feira, Abril 16, 2007
os teus olhos no meu céu
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Fernando Pinto do Amaral
Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas terras do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.
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O amor ofereceu-me o teu nome e luz... A luz que me segreda "agora uma última palavra: o teu nome", o nome que me deste, meu amor. O amor sabe dançar com a minha alma, e tu dizes-me o nome que te leio nos olhos: meu amor.
Quinta-feira, Abril 12, 2007
"E a luz morreu sem que viesses"
Morreste na mesma luz
em que chegaste,
e eu fiquei
a olhar a luz,
a tentar agarrar
um qualquer pedaço
de ti
esquecido nos dourados que
aquela luz pintava,
em mim.
Mas era só a luz,
sem ti,
e a tua ausência,
em mim.
E a luz morreu
sem que viesses. E eu parti,
porque já não podia ficar.
Fui a tropeçar no escuro.
À tua procura.
Uma réstia de luz que se transmutou em palavras ontem, num caderninho que guardo à cabeceira...
Bons Pensamentos*
Sábado, Abril 07, 2007
e um vazio nas mãos

Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser complicadas,
quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.
Nuno Júdice
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Fotografia: Mona Kunh
A tua ausência dói, custa-me não te sentir aqui. E se me perguntares o que tenho, vou-te responder, saudades tuas, saudades de nós. Faltam-me as tuas mãos para completar o fechar das minhas. Fazes-me falta, é por isso "que a tua ausência me dói."
Bons Pensamentos para todos e boa Páscoa*
Domingo, Abril 01, 2007
Também te amo. Muito.
Também te amo. Muito. Neste amor cru e maior que arranca pedaços de ti, que te faz tremer na vertigem de um rodopio. Também te amo. Desejaria não amar, talvez... talvez. Para não te fazer errar nos recantos de vaga-lume deste meu amor estranho. Este amor que chama o teu nome em voz alta, no meio da noite que me matou mais um bocadinho, silenciado nas lágrimas quentes que me caem pelo rosto. Pelo mesmo rosto que amaste, acarinhaste com os olhos e os dedos breves, e fizeste teu.
Amo-te, é um facto. Neste amor estranho que lamenta que te percas no poço escuro do meu olhar em tons de outono. Preferia dar-te as cores quentes do verão, que ondulam no teu cabelo, mas, é este amor estranho que tenho para te dar, e que aceitaste de alma e braços abertos.
Amo-te. Neste amor tão estranho quanto eu, quanto esta vida estranha que nos entrelaçou os dedos e as almas. Preferia ser diferente e dar-te as asas que o teu amor vê em mim, não sentir o sal das minhas tristezas na tua pele, ser algo que não sou, mas talvez não te amasse tanto.
Amo-te. Neste amor desprovido de convenções, limites e barreiras. No contorno suave e dourado do teu ombro onde descanso o corpo cansado da dor de pensar e de viver quando repouso a cabeça. E descanso. E (re)vivo. E (re)nasço. E sorrio, sempre, alheada da curva alucinada que me levou desta vez aos teus braços. Também te amo. Muito.
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Boa semana para todos...
Bons Pensamentos*

