
Um pouco de amor é tudo o que peço.
Beija-me só às vezes, fala-me sempre que
as trevas batem nos meus ombros,
quando tenho medo.
...
Um pouco de amor é tudo o que peço.
Toma a minha mão e leva-me...
José Agostinho Baptista
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Levas-me? Amanhã. Dás-me a mão. Um pouco de amor?... A ser as mãos. Dadas. Sem saberes, foste o (meu) céu. Um pouco de amor. Levas-me em ti? Céu. Sem saberes foste a (minha) luz. Quando tenho medo. Fecho os olhos. Sou em ti. Por ti. Aqui. Longe daqui. Tenho medo de o mar ser maior. Falta-me a tua luz. A ser bússola do meu sorriso. Trevas nos meu ombros. Abraça-me. E ama-me. Num beijo. Doce. Manso. Imenso. A tua voz. Guia dos meus passos. Ama-me. Paz. Luz. Céu. Amor. Ama(s)-me? Um pouco de amor?
Bons Pensamentos*
Fotografia: "E o horizonte desistiu de nós" - Joana Saraiva


10 Pensamentos:
trevas a bater nos ombros...
Há coisas que não peço... ou que já não peço... Que me levem mas que não me façam pedir seja o que fôr... Também não dou quando me pedem tenho que dar só por dar...
Estarei, certamente, errada... Mas vai sendo assim...
Excelente texto, como sempre!
Muitos beijos
Um pouco de amor. Parece ser pedir tão pouco. Que mais há que valha a pena pedir?
Entre o poema e o bom pensamento, escolho os dois.
Um beijo.
Belo o poema e o pensamento que dele nasceu.
Bjs.
"Levo-te comigo para vida" de mão dada pelas girândolas do amor, meu amor.
Podemos partir sem nos levarmos?!...
tens um desafio no loucuras...aguardo-te...
http://bichanosdoporto.blogspot.com/
Visite.
ajude-as a ajudar :)
Beijinhos
A espera é mais forte que o abraço.
Enquanto aguardo a tua vinda, serà que vens?
O amor so reclama no seu seio
aqueles que jà pactuaram sem palavras. A pele é o livro e a apgamos tudo nele e recomeçamos, juntos com tantas maos!
Lindo poema com gritos.
um abraço de Paris, vim pela oraçao do jorge.
LM
Alguém (um dramaturgo inglês já falecido) disse, um dia, por outras palavras, que um bom texto (uma boa peça de teatro, no seu caso particular) resulta de um encontro e de uma confluência feliz de clarões ou de centelhas textuais. ´
De (muitas vezes completamente não-premeditados, totalmente imprevistos) fulgores segregados pela própria escrita ao fazer-se. Ao desdobrar-se. Ao vir à luz como um verme que se desenrola e patenteia. Espontaneamente emergentes do acto de escrever(-se), em todo o caso.
Frequentemente, com efeito, nos sentamos à mesa, começamos (entre febril e compulsivamente ou apenas por desesperado instinto) a escrever e, de súbito, eis que o texto se acende por si, luminoso, vertical, túrgido, deliciosamente húmido e erecto.
Pessoalmente, gosto MUITO dos textos onde isso acontece ao menos UMA vez.
Como disse, voltei porque aqui acontece várias...
Afortunadamente...
Uma poesia, um achado.
Lindíssima, tocante, bela...
O que pode ser mais belo do que pedir...amor...
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